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Perito FRANCIONI
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"Blog" do Perito FRANCIONI.
artigo: "Publicidade enganosa e óculos com lentes polarizadas


Publicidade enganosa e óculos com lentes polarizadas

Recentemente, passei por uma ótica em um "shopping center" e um novo produto chamou minha atenção. Tratava-se de um novo tipo de óculos escuros, com lentes polarizadas. Fiquei imaginando para que serviriam lentes polarizadas em um par de óculos. Para quem não sabe o que é um polarizador, cabem algumas explicações.

Um polarizador é um dispositivo ótico que filtra a luz. Como se sabe, a luz é uma onda eletromagnética e, normalmente, suas ondas têm várias polaridades (horizontal, vertical e diagonais) - é como uma corda agitada em várias direções, que gera ondas também em várias direções. O polarizador só deixa passar a onda luminosa que tenha a sua direção, barrando as demais - como se fizéssemos a corda do exemplo anterior passar por uma placa com um orifício que tivesse a mesma largura da corda, só que comprido (uma fenda, não circular). Em tal situação, poderíamos agitar a corda em qualquer direção, gerando ondas de várias polaridades, mas a parte da corda localizada do outro lado daquele orifício longo só se agitaria na direção do orifício (onda de uma só polaridade).

Em fotografia, usam-se polarizadores como filtros de luz, para eliminar parcelas da luz existente e obter efeitos especiais. Em um ambiente comum a luz é despolarizada - ou seja, há luz de inúmeras polaridades. Alguns corpos refletem apenas a parcela de luz que recebem de uma certa polaridade, agindo como polarizadores naturais: recebem luz despolarizada e transmitem luz predominantemente polarizada. Isso ocorre, por exemplo, com nuvens e alguns fotógrafos utilizam polarizadores para modificar o aspecto do céu, por exemplo. Uma interessante aplicação técnica de polarizadores é para fotografar vitrines: como o vidro só reflete luz de uma polaridade, é possível eliminar a luz refletida por uma vitrine e aproveitar apenas a luz que vem de dentro da vitrine - como se não houvesse vidro entre o fotógrafo e os objetos expostos.

Entrei na loja e perguntei a uma das vendedoras sobre a utilidade dos tais óculos de lentes polarizadas. Ela prontamente me explicou que eles descansariam mais a vista, deixariam as imagens mais nítidas e... eliminariam a ofuscação causada por excesso de luz nas ruas. Achei graça das virtudes que ela me expôs, mas ela fez questão de me provar a verdade do que dizia mostrando-me um aparelho que serviria para demonstrar que os óculos de lentes polarizadas realmente acabariam com o mal estar resultante da enorme quantidade de luz que ofuscaria nossos olhos.

Esse aparelho exibia uma fotografia de prédios e automóveis em uma avenida, vistos sob a perspectiva de um pedestre - visão típica de grandes metrópoles. A imagem, de tão super-iluminada, não permitia enxergar bem os seus detalhes - reproduzindo a situação de ofuscação que, na verdade, só é vivida por quem seja portador de fotofobia. Usando-se os óculos polarizados, porém, aquela fotografia podia ser enxergada adequadamente, sem o excesso de luz que dificultava sua visualização. Imediatamente compreendi como o fabricante enganava o consumidor.

Fiz algo que surpreendeu a vendedora: movimentei meu corpo de modo que minha cabeça ficasse na posição horizontal e a imagem nítida logo voltou a se mostrar excessivamente iluminada, tal como eu a havia visto sem óculos. A própria vendedora se surpreendeu ao constatar que, girando-se os óculos em relação à fotografia, aquelas caríssimas lentes... não serviam de nada.

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Na verdade, aquele aparelho exibe a fotografia iluminada em excesso por luz polarizada em uma certa direção e a lente dos óculos é polarizada em direção perpendicular àquela - filtrando o excesso de luz (na verdade, o excesso de luz polarizada). Girando-se a lente, a polarização dos óculos passa a ser a mesma do aparelho e toda a luz excessiva (que os óculos pretenderiam evitar) passam para a vista.

O problema é que, como eu disse acima, a luz ambiente tem várias polaridades. O vidro de uma janela pode refletir a luz polarizada em uma direção e o vidro de outra janela próxima refletir a luz com outra polaridade. Automóveis, postes, o cimento de edificações e de calçadas, o asfalto das ruas, pessoas e animais, todos refletem luz despolarizada. Não se consegue encontrar, em uma cidade (ou em qualquer outro lugar), todos os corpos refletindo a luz que recebem do sol polarizadamente e com uma mesma polaridade: isso não existe. Não estando a luz ambiente polarizada em uma só direção, não há como eliminar excesso de luz ambiental com polarizadores.

A maioria dos consumidores não é físico nem fotógrafo - portanto, o aparelho de demonstração que descrevi convencerá muitas pessoas das vantagens de se utilizar lentes polarizadas. Assim, uma grande quantidade de consumidores leigos se disporá a pagar por esse tipo de óculos escuros - muito mais caros do que óculos escuros convencionais.

Além disso, quem usa óculos deve estar preparado para a possibilidade de que uma das lentes se quebre; nesse caso, para se substituir uma lente seria preciso assegurar que ambas as lentes ficassem polarizadas exatamente na mesma direção - ou os olhos passariam a ter visões de uma mesma cena com iluminações diferentes entre si. Se a troca de lentes não for efetuada com boa técnica, o usuário comum poderá apenas perceber que os óculos ficaram diferentes do que eram antes da quebra da lente, sem saber o que fazer e apenas lamentando sua má sorte.

Admito desconhecer qualquer eventual utilidade do uso de polarizadores para a visão, em óculos - sobre o que médicos oftalmologistas poderiam informar melhor. No entanto, a "utilidade" que está sendo divulgada parece se constituir em excelente exemplo de publicidade enganosa, com requintes de sofisticação para enganar o consumidor incauto.

O art. 6º. do CDC (Código de Defesa do Consumidor - Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990) relaciona "direitos básicos do consumidor", entre os quais se encontram:

II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços (...);

IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais (...);

um bom assistente técnico, como o perito Francioni, pode analisar os exames periciais internos (de materiais) e externos (de local) da Perícia Oficial e ajudar você em um processo criminal

A utilização de um dispositivo que, a pretexto de servir à demonstração de um produto, implementa circunstâncias diferentes das que ocorrem na realidade pode ser considerada informação inadequada sobre o produto, caracterizando-se como publicidade enganosa e/ou um método comercial desleal em face de consumidores leigos, portanto, violando a liberdade de escolha na contratação pelo consumidor - o qual, como leigo, não teria assegurada sua posição de igualdade frente aos fornecedores, empregadores de grandes equipes técnicas em ótica para desenvolver não apenas o produto (óculos), mas também o aparelho de demonstração que induz em erro o consumidor médio desse tipo de produto.

José Geraldo Brito Filomeno ensina que a oferta tem "caráter vinculativo, ou seja, tudo que se diga a respeito de um determinado produto ou serviço deverá corresponder exatamente à expectativa despertada no público consumidor" - na clássica obra de que é coautor: "Código Brasileiro de Defesa do Consumidor Comentado pelos Autores do Anteprojeto", ed. Forense Universitária. Entretanto, no caso apresentado, o fornecedor não pode cumprir a oferta que seu aparelho de demonstração apresenta simplesmente porque lhe é impossível mudar a natureza: nenhum fabricante de óculos tem poderes para fazer com que o sol passe a nos iluminar com luz polarizada, nem fazer com que todas as coisas na Terra passem a refletir a luz solar polarizadamente e com a mesma direção.

O CDC, art. 37, caput, diz que "é proibida toda publicidade enganosa ou abusiva" e define esse primeiro tipo vedado de publicidade:

§1º. É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.

Segundo Luis Antonio Rizzatto Nunes, um dos modos de enganar o consumidor é por meio do que chama "informação "distorcida"", ou seja, "estabelecendo informações falsas ou distorcidas sobre o produto ou o serviço em si. Essa publicidade será enganosa quando se puder compará-la ao produto ou serviço real, concreto, da forma como ele se apresenta, para que serve, como é utilizado etc., e na comparação se puder identificar divergência que haja sido capaz de fazer com que o consumidor tenha adquirido o produto ou o serviço." E o jurista complementa: "é de considerar algo evidente: o anúncio será enganoso se aquilo que não corresponder à verdade não se verificar. (...) Enfim, será enganoso sempre que afirmar algo que não corresponda à realidade do produto ou serviço dentro de todas as suas características." (in "Curso de Direito do Consumidor", ed. Saraiva)

No caso, seria difícil até mesmo testar os óculos em situação como a que o aparelho de demonstração simula: na tentativa de convencer o consumidor da utilidade dos óculos, criou-se uma ofuscação exagerada, tão acentuada que uma pessoa normal talvez só a experimentasse se uma explosão atômica ocorresse nas proximidades ou se nosso planeta saísse de sua órbita e se aproximasse do sol. Em ambas as hipóteses, não creio que o consumidor tivesse de se preocupar com a compra de óculos de proteção contra a luminosidade excessiva. O próprio aparelho de demonstração se constitui em prova da intenção de enganar, pois se vale de iluminação polarizada e excessiva, absolutamente inexistente na vida real dos consumidores aos quais o produto se destina.

Michel Foucault expressou espanto com a criatividade do ser humano para torturar seu semelhante. Afirmo que a criatividade humana não é menor quando o objetivo é enganar outras pessoas.

o perito Francioni atua como assistente técnico para processos criminais, realiza comparações fotográficas e identifica casos de falsa perícia


Comentários:

Obs.: todas as mensagens recebidas estão publicadas aqui (não há "censura"); algumas das mensagens recebidas foram respondidas diretamente, mas as respostas foram perdidas em pane de computador.
  • 07 de setembro de 2012

    Lentes polarizadas

    Estimado Francioni.

    Acabei de ler seu blog sobre as lentes polarizadas, e acho que você deveria utilizar o produto, pelo menos durante um dia de sol antes de criticá-lo apenas mostrando que a técnica de venda é ilusória. Isso não faz do produto um produto ruim. Eu acabei de comprar um produto desses. Admito, sem saber exatamente do que se tratava. Adorei as lentes polarizadas, e resolvi pesquisar o que as "milagrosas" lentes polarizadas tinham de tão especial.

    Assim como você, descobri não se tratar de nada muito milagroso. Mas utilizando esses lentes (e eu uso muuuuuito, pois sou motorista profissional) achei muito interessante. Elas absorvem as ondas horizontais, deixando passar as verticais, diminuindo, e muito, o ofuscamento. Claro, virando a cabeça 90 graus, o efeito se inverte, mas convenhamos, no dia a dia andamos eretos e com a cabeça perfeitamente alinhada. Segue um link muito interessante que li, você deveria ler também, antes de escrever tanta coisa no seu blog.

    Espero ter sido útil.

    http://www.centro.otico.com.br/component/content/article/88-artigo/442-lentes-polarizadas.html

    Robson Nunes Mellero

    • 08 de dezembro de 2013

      Resposta

      Prezado Robson,

      Você tem razão: andamos eretos, não com as cabeças na posição horizontal – é claro. Não duvidarei da sua experiência pessoal, mas você precisa concordar comigo que, no mínimo, a demonstração feita pelo fabricante merece alguma dúvida.

      Um fato pode ser verdadeiro, mas sua credibilidade pode ser prejudicada se a sua afirmação não for correta. É o que ocorre, aliás, no crime de falso testemunho: o que importa é a verdade (ou falsidade) do depoimento, não do fato. Imaginemos que uma pessoa "A" mate "B". Se uma pessoa que não presenciou o fato der testemunho afirmando ter visto "A" matar "B", cometerá falso testemunho – muito embora o fato, em si mesmo, seja verdadeiro. Um tal testemunho pode até influenciar o júri, convencendo-o de que "A" estaria sofrendo uma perseguição e, na verdade, não teria matado "B".

      Entendo que a demonstração do fabricante, feita para um grande público leigo, não está correta. No ambiente, encontramos ondas luminosas polarizadas em uma infinitos ângulos e um equipamento de demonstração que produza ondas em um só ângulo não corresponde, absolutamente, às situações nas quais o produto será utilizado. No mínimo, o fabricante deveria dar alguma explicação sobre o seu produto.

      Sim, você foi útil: todos os leitores que colaboram com este portal são úteis e críticas também são bem vindas.

      Abraços,

      Francioni.

  • 13 de setembro de 2012

    Lente polarizada - explicação

    Prezado Francione,

    Tive a oportunidade de ler sua coluna sobre as lentes polarizadas e gostaria de explicar o porque das lentes polarizadas não se caracterizarem uma fraude.

    Toda luz refletida é parcialmente polarizada em uma direção perpendicular ao ângulo de incidência. Quando olhamos para frente, grande parte da luz refletida vem do chão ou de algo que está na horizontal. Nesse caso, essa luz refletida está parcialmente polarizada em um ângulo horizontal. A lente do óculos tem uma polarização vertical e vai filtrar esses raios refletidos, sendo que, mesmo que esse estejam polarizados em um ângulo não totalmente horizontal, ainda assim a lente polarizada será capaz de absorver grande parte da intensidade luminosa proveniente dessa luz. A fórmula para calcular quando da luz passa é I = Ií x (cosT)^2, Onde I é a intensidade após a passagem na lente polarizada, Ií é a intensidade da luz antes da lente e T é o ângulo entre a direção da polarização da lente e a direção da polarização da luz incidente. Ou seja, quando mais horizontal for a polarização da luz refletida, mais ela será filtrada, já que a lente é polarizada verticalmente. Por isso, se viramos a cabeça, o reflexo volta a acontecer. É fácil observar esse efeito quando olhamos um reflexo em um capô de um carro. Se colcarmos um óculos polarizado, a imagem refletida se torna mais escura e se viramos a cabeça, a imagem fica mais nítida e próxima do que era sem os óculos.

    Não sou vendedor de óculos nem fabricante ou representante de alguma empresa relacionada, mas tive a oportunidade de aprender isso quando fazia engenharia.

    Espero que tenha ajudado!

    Abraço,

    Julio Moreira

    • 08 de dezembro de 2013

      Resposta

      Prezado Julio,

      Sua explicação é razoável, tecnicamente. Mesmo assim, como mencionei na minha resposta acima, entendo que a demonstração é falaciosa. O aparelho que vi mostrava prédios, com grande quantidade de elementos verticais (diferentemente do chão, horizontal) – o que, pela sua explicação, levar-me-ia a acreditar que os óculos não funcionariam bem em uma cidade.

      Como disse acima: o equipamento pode até funcionar, mas discordo da validade da demonstração.

      Abraços,

      Francioni.

  • 20 de dezembro de 2012

    Lentes Polarizadas

    Bom dia, Edilson! É com grande prazer que li a sua matéria a respeito das lentes milagrosas e polarizadas dos óculos. Estava procurando alguma coisa pra ter a certeza do que iria comprar ou iriam me vender, porque de tão boa que é essa lente, me peguei imaginando qual seria a sua vantagem? E como sempre tudo nessa vida é feito pra lesar o consumidor desatento com pouco ou nenhum conhecimento, pessoas com bom senso escrevem coisas sensatas que servem pra nos ajudar a nos livrar-mos dessas picaretagens. Não sou conhecedor, mas confesso que depois que li a sua matéria me fortaleci e tenho pelo menos um pouco de estrutura para debater o assunto. Muito obrigado e que pessoas que tenham esse tipo de conhecimento, possam continuar a postar matérias que realmente sejam úteis a sociedade.

    --

    Julio César

    • 21 de dezembro de 2012

      Re: Lentes Polarizadas

      Prezado Julio César,

      Fico contente por você ter apreciado o artigo. No entanto, houve divergências – que ainda não pude publicar por problemas no computador que eu utilizava para as atualizações. Não poderei me estender mais por agora, mas publicarei seu comentário logo que possível e o avisarei.

      Se você ler outros textos do meu portal (além desse, sobre as lentes), ficará mais bem informado sobre fatos que considero relevantes sobre a Perícia, a investigação criminal e os riscos que as pessoas podem correr, se desavisadas sobre como a Perícia deve funcionar (e sobre como os peritos devem agir).

      Abraços,

      Francioni.

    • 08 de dezembro de 2013

      Resposta

      Prezado Julio César,

      Finalmente, e com grande atraso, estou conseguindo responder aos meus leitores. Sugiro-lhe ler as minhas outras respostas que dei a meus leitores. A julgar pelos depoimentos deles, os óculos funcionariam – mas entendo que o aparelho de demonstração seria inadequado e, na verdade, demonstraria um "milagre" que não pode existir.

      Abraços,

      Francioni.

  • 15 de março de 2013

    Oculos Polarizados.

    Olá axei bacana seu artigo sobre as lentes polarizadas.

    Olha eu possuo um oculos com lente polarizada. Uso em pescarias pois ajuda e muito com os reflexos do sol na agua, e durante a direção os reflexos do sol nos parabrisas dos carros também somem. É obvio que se virar a cabeça simplesmente tudo volta. Mas a questão é do usuario, acredito que o vendedor deva sempre se informar melhor sobre o produto que esta vendendo para não falar asneiras ao cliente.

    Bom somente isso.

    Abraço!

    Guilherme A. Z. Moreno

    • 08 de dezembro de 2013

      Resposta

      Prezado Guilherme,

      Sim, Guilherme, você tem razão: não apenas o vendedor deve (por ética e por vontade de conquistar consumidores) procurar se informar sobre os produtos que vende. O próprio CDC (Código de Defesa do Consumidor) estabelece que o consumidor tem o direito a informações completas sobre o produto ou serviço que adquira do fornecedor. Portanto... há uma falha evidente, não acha?

      Em outras respostas, abordei a diferença entre o funcionamento dos óculos e a validade da demonstração. Sugiro-lhe lê-las.

      Abraços,

      Francioni.

  • 09 de abril de 2013

    Polarização

    Bom dia Sr.Francioni,

    Primeiramente gostaria de dizer que não vendo óculos e não tenho absolutamente nada a ver com essa indústria . Estive lendo seu texto sobre óculos polarizados , e o Sr. realmente está certo no que disse quanto a polarização , que não é eficiente em várias situações , mas em vários casos , na prática , é muito eficiente , digo isso por experiência própria , em uma pescaria embarcada em alto mar por exemplo , em alguns horários , o reflexo do sol na superfície da água é completamente ofuscante , realmente chega a "doer" nos olhos , nessa hora coloque um óculos escuro normal e um polarizado (ja fiz este teste algumas vezes) , garanto que mudaria seu texto na hora , e além dessa existem diversas situações em que óculos polarizados são de grande valia , sugiro que antes de postar um texto sobre algo , efetue testes e pesquisas em mais situações , e apenas por não abranger todas as possibilidades não significa que é propaganda enganosa ou não serve pra nada.

    Mas enfim , só queria colocar minha opiniao , admiro seu blog e boa sorte!

    Atenciosamente

    Leonardo Borba

    • 08 de dezembro de 2013

      Resposta

      Prezado Leonardo,

      Não duvido da sua experiência pessoal. Para não ser repetitivo, sugiro-lhe ler as respostas que escrevi para as mensagens anteriores – nas quais abordei a diferença entre a validade dos óculos e a do aparelho de demonstração.

      Sobre fazer testes e pesquisas, infelizmente isso não seria possível para mim. Como informo, o meu portal é focado em temas ligados à Perícia Oficial, à qualidade da investigação criminal (no que tange à prova técnica, material) e à qualidade da prestação que nós (sociedade) recebemos do Ministério Público e da Justiça. Infelizmente, a qualidade dos serviços públicos (em geral) não é, como regra, boa.

      Muito em breve, publicarei no meu portal (não no "blog") pareceres técnicos de 2 casos nos quais atuei como assistente técnico: um deles, sobre uma tentativa de homicídio; o outro, sobre um acidente de trânsito. No primeiro, Polícia Civil, Perícia Oficial, MP e Magistratura ignoraram total e abertamente o CPP (Código de Processo Penal) e meu cliente foi levado a responder a processo criminal (e será levado a júri popular) sem que haja qualquer prova material, com base em testemunhos contraditórios de parentes (e que, a meu ver, poderiam caracterizar suspeição). No outro caso, felizmente, após o meu depoimento (como assistente técnico), a promotora de justiça pediu a absolvição do meu cliente e o juiz de Direito aceitou o pedido prontamente.

      É esse o meu esforço: o de impedir a condenação criminal de pessoas inocentes – inclusive, contrariando colegas (muitos dos quais entendem que violo a ética profissional por contradizer laudos de "colegas"). Sugiro-lhe a leitura dos meus textos A Ética e o "perito" canalha e Ontem, compareci a um julgamento.... No último Congresso Nacional de Criminalística, também apresentei palestra sobre problema que considero extremamente grave. Na época em que desvendei o famoso "caso BOPEkit sucesso", um dos réus (acusado injustamente) era o Comandante-Geral da PMERJ, o que deve deixar a todos nós ("meros mortais") sérios motivos de preocupação com os aspectos que menciono. Eu, que conheço o sistema por dentro, procuro fazer a minha parte. Fazer testes de produtos para consumidores, evidentemente, também é uma tarefa muito importante – apenas não é aquela à qual decidi dedicar-me.

      Abraços,

      Francioni.

  • 11 de setembro de 2013

    Sobre o artigo "Publicidade enganosa e óculos com lentes polari...

    Prezado Edilson,

    Li seu artigo acima referido e achei muito interessante. Parabéns!

    Pelo que entendi, as lentes polarizadas não têm utilidade para uso diário porque as ondas solares captadas por nossas retinas são oriundas de multiplo pólos e aquelas lentes filtram a luz apenas em uma única direção.

    Refletindo sobre sua explicação, lembrei-me que tais lentes são muito vendidas para pescadores. Não sou dado a esse esporte, mas creio que haja alguma utilidade para eles. Talvez para a proteção contra a luz direta do sol.

    E dessa reflexão adveio a seguinte indagação: se a lente polarizada não tem utilidade em ambiente urbano porque neles os focos de luz são multiplos, então, caso eu esteja em um ambiente em que haja um foco específico de maior concentração de luz, do qual eu queira me proteger, então essas lentes seriam de boa utilidade, não está correto?

    Pergunto isso porque sou praticante de tênis, mas, em razão de alta sensibilidade à luz do sol (curiosamente só do sol), não consigo jogar em em quadra descoberta durante o dia, pois, sempre que a bolinha vem acima da altura da cabeça, não consigo olhar para ela porque a claridade do sol me cega.

    Estava pensando em coprar um óculos com essas lentes polarizadas, quando vi seus comentários e fiquei reticente.

    Você acha que, para o meu propósito, essas lentes seriam uma solução?

    Grato,

    Eduardo Rodrigues Dias

    • 08 de dezembro de 2013

      Resposta

      Prezado Eduardo,

      Primeiramente, sugiro-lhe a leitura das minhas respostas anteriores.

      Não estou apto a responder-lhe sobre qual a lente mais adequada. Um oftalmologista deveria poder informar-lhe melhor a esse respeito. Contudo, nenhuma lente vendida para uso em óculos haverá de evitar o ofuscamento pelo sol. Acredito que lentes escuras (ou que se escureçam pela ação dos raios UV) poderiam ser-lhe mais úteis, mas... o profissional médico deverá saber orientá-lo melhor do que eu poderia. Acredito que você, assim como eu, seja portador de fotofobia ou hipersensibilidade à luz.

      Toda a minha experiência com polarizadores é em fotografia e escrevi o artigo com base nos conhecimentos que tenho sobre a polarização de ondas. Mas, como disse antes, não há milagres: os óculos podem funcionar para situações específicas, mas duvido da validade do aparelho de demonstração.

      Abraços,

      Francioni.

  • 11 de setembro de 2013

    Nota sobre óculos polarizados.

    Boa tarde Francione,

    muito interessante sua matéria sobre óculos polarizados mas acho q vc está enganado em alguns requisitos:

    1: os óculos polarizados são de grande utilidade pra pescarias pois tiram o reflexo do sol na água através da polarização das ondas de luz estabilizando elas em apenas uma direção

    2: se vc virar a cabeça na direção oposta da polarização é lógico q a luz vai passar na direção contrária q foi feita a polarização

    3: o teste q vc mencionou da ótica funciona sim e é usado no mundo todo por várias marcas!

    4:Pescadores, caçadores,pilotos em geral não vivem sem essas brincadeiras de adulto que são essas belezinhas, então têm e muita utilidade sim

    Att

    Alisson Ferreira Campos

    Obs: entenda isso como feedback,e vc escreve muito bem.

    • 08 de dezembro de 2013

      Resposta

      Prezado Alisson,

      Sugiro-lhe a leitura das minhas respostas acima – que quase esgotam o que poderia dizer sobre o tema. Infelizmente, não pude incluir antes as mensagens que recebi (e as minhas respostas).

      Insisto: entendo que o aparelho de demonstração, tal como me foi apresentado, não é válido (não corresponde a uma situação real) e deveria, pelo menos, ser acompanhado de explicações que esclarecessem o potencial consumidor. Na loja em que o vi, a vendedora ficou extremamente surpresa quando mostrei-lhe que, virando os óculos lateralmente, o "milagre" desaparecia...

      Abraços,

      Francioni.

  • 03 de dezembro de 2013

    lentes polarizadas

    Boa noite,

    encontrei seu artigo, publicado no blog, e achei surpreendente. Mas tenho uma pergunta: o texto é de 2011, hj em dia não houve algum avanço que permita que as lentes polarizadas deem tal proteção alardeada ?

    Um grande abraço,

    Marcos Eliu Leiva Machado

    • 08 de dezembro de 2013

      Resposta

      Prezado Marcos,

      Desconheço os avanços nessa área, mas imagino que não haja novidades significativas &#quot; ou as vendedoras que têm atendido a mim e a meus familiares em óticas já nos teriam oferecido produtos mais avançados (e caros).

      Sugiro-lhe a leitura das mensagens anteriores, nas quais esgotei meus conhecimentos sobre o tema.

      Abraços,

      Francioni.

  • 05 de dezembro de 2013

    Publicidade enganosa e óculos com lentes polarizadas

    Francioni boa tarde,

    Cara adorei sua publicação sempre tive minhas dúvidas a respeito das tais lentes polarizadas. E muito obrigado por compartilhar seus conhecimentos, parabéns!

    Att

    Leandro Rufino Rosalino

    • 08 de dezembro de 2013

      Resposta

      Prezado Leandro,

      Sugiro-lhe a leitura das mensagens anteriores, nas quais esgotei meus conhecimentos sobre o tema.

      Abraços,

      Francioni.


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Edilson FRANCIONI Coelho - perito criminal
Rio de Janeiro - RJ
entre em contato com o perito FRANCIONI

Assistente técnico para processos criminais.

  • perito criminal (Estado do Rio de Janeiro):
    - Balística Forense (armas de fogo, acessórios, munição etc.);
    - locais de crimes;
    - identificação fotográfica;
  • engenheiro eletrônico (UERJ);
  • pós-graduado em Direito (ISMP);
  • autor de artigos jurídicos sobre a nulidade de laudos periciais;
  • palestrante em eventos técnicos da Perícia Oficial.

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Página inserida em 19 de junho de 2011 e atualizada em 08 de dezembro de 2013.

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