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Perito FRANCIONI
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"Blog" do Perito FRANCIONI.
artigo: "O Poder das Palavras"


O Poder das Palavras

Completo, exatamente hoje, 32 anos de Polícia Civil. Na semana passada, fatos corriqueiros me trouxeram lembranças importantes desse longo período. De algum modo, pessoas e eventos não diretamente relacionados entre si ganharam uma interessante associação em minha mente e me fizeram pensar – pensamentos que transmito neste breve artigo, sem identificar quaisquer pessoas.

Lembrei-me de um certo perito, pessoa de excelente caráter e que sempre se preocupa (até em excesso) não apenas com os amigos, mas com todas as pessoas com quem trabalha. Tinha o hábito quase compulsivo de dizer que "as palavras têm poder". Quando lhe manifestava algum pensamento menos positivo, ele invariavelmente dizia: "Doutor... não pense assim... não se aborreça tanto com as coisas ruins, aprenda a pegar um limão e fazer uma limonada... não diga coisas negativas... lembre-se de que as palavras têm poder... as palavras têm poder...".

Seu jeito amigo me fazia rir, e ele ria também. Referia-se, é claro, a uma noção metafísica de que as palavras podem atrair energias boas ou ruins para quem as diz e que, portanto, devemos evitar falar de coisas ruins, para não atrair energias maléficas. Pode-se crer, ou não, nessa tese, mas estou bem seguro de que as palavras que uma pessoa pronuncie (assim como o seu modo de agir) podem, sim, atrair para ela coisas boas ou ruins – mesmo que não por fatores ainda inexplicáveis pela ciência, mas decerto por motivos facilmente compreensíveis e usualmente observados neste nosso mundo material.

Ingressei nos quadros da Polícia Civil em 1979, quando ainda não havia a exigência constitucional de concurso público para o preenchimento dos quadros do funcionalismo público – que, aliás, não era disputado como hoje. O modo usual de preenchimento de vagas no serviço público era a indicação, feita por parentes, amigos ou conhecidos, e muitos policiais lotados em órgãos distantes eram parentes entre si. Até hoje tenho vários parentes na Polícia, que poucas pessoas conhecem por termos sobrenomes diferentes e não comentarmos sobre isso. Eram tempos nos quais podia-se dizer, sem medo de errar, que, de certo modo, a Polícia era uma grande família.

Menciono essa curiosidade histórica porque, antes de ser perito criminal, tive 2 colegas policiais que trabalhavam no nosso departamento e eram parentes entre si. Embora aparentados, eles tinham personalidades muito diferentes. Um deles era excelente funcionário e colega de trabalho, o que nos fez amigos. No entanto, seu parente ocupava boa parte do tempo livre de que dispunha maquiavelicamente, tentando despertar desconfiança mútua entre colegas e manter-se, ele próprio, amigo de todos – um mecanismo não muito digno, a meu ver, para obter poder.

o perito Francioni atua como assistente técnico para processos criminais em Balística Forense, exames periciais internos (de materiais) e externos (de local), acidentes de trânsito, homicídios, reproduções simuladas ("reconstituições"), comparações fotográficas e na identificação de falsa perícia

Certo dia, esse amigo me disse: "Esse cara é meu parente, mas... você sabe, né? Eu tenho até vergonha, mas... fazer o quê? É meu parente... Ele fica só 'armando', o tempo todo. O sonho dele é ganhar uma chefia aqui no Departamento, só que ele nunca vai conseguir isso porque aqui no Departamento todo mundo o conhece, sabe como ele é, e ninguém vai dar esse 'mole' a ele..." Aquelas foram palavras proféticas: decorridos muitos anos, finalmente aquele seu parente veio a obter uma posição de chefia... em outro órgão. Naquele nosso Departamento, em que todos o conheciam tão bem, ele jamais a poderia conseguir.

Casualmente, encontrei há alguns dias outro perito criminal – outro amigo. Falou-me sobre uma pessoa que, tendo alçado posição de destaque em seu ambiente de trabalho, teria se empenhado excessivamente em "aparecer", como um "pavão", desrespeitando antigos colegas e, de certo modo, "exilando-se" em seu "castelo" que, todos sabem (exceto, possivelmente, ele mesmo), é tão frágil quanto um castelo de cartas. Pelo que esse amigo me contou, aquela pessoa já teria despertado a atenção de alguns superiores hierárquicos – que lhe teriam confidenciado profunda decepção com o modo de agir daquela pessoa e, até mesmo, desconfiança sobre o real merecimento do seu prestígio atual. Para esses chefes, se o que resta do prestígio do "pavão" não fosse interrompido logo, poderia haver problemas de difícil solução.

Sim, as palavras têm poder, e o mau uso das palavras e das oportunidades fatalmente acarretam a queda de uma pessoa, mais cedo ou mais tarde. E, novamente, lembro-me de um fato do passado: um inspetor de polícia me contou uma piada que, como as fábulas, contém uma lição de moral. Comparava uma certa pessoa que não merecia a elevada posição à qual havia chegado com uma tartaruga no alto de uma árvore. Disse-me ele:

– Um homem passava por uma rua quando viu uma tartaruga no alto de uma árvore. Ele parou, pensou e pensou, mas não entendeu como a tartaruga havia conseguido chegar ali. Ele não sabia o que aquela tartaruga estava fazendo ali, em cima da árvore. Mas ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, ela cairia dali e que a melhor coisa que ele poderia fazer era ajudá-la a sair dali, para onde ela não deveria ter ido...

Naqueles dias de campanha eleitoral, o inspetor se referia a um certo político proeminente em quem, por excelentes motivos, ele jamais votaria – aliás, nem eu. No entanto, esse pensamento pode ser estendido a qualquer pessoa. A título de exercício, proponho ao leitor as seguintes perguntas:

  1. Você é uma "tartaruga no alto de uma árvore"?

  2. Você conhece alguma "tartaruga" que deva sair do alto de uma "árvore"?

Reflita sobre isso.

um bom assistente técnico, como o perito Francioni, pode ser útil à Defesa ou à Acusação em um processo criminal


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Edilson FRANCIONI Coelho - perito criminal
Rio de Janeiro - RJ
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Assistente técnico para processos criminais.

  • perito criminal (Estado do Rio de Janeiro):
    - Balística Forense (armas de fogo, acessórios, munição etc.);
    - locais de crimes;
    - identificação fotográfica;
  • engenheiro eletrônico (UERJ);
  • pós-graduado em Direito (ISMP);
  • autor de artigos jurídicos sobre a nulidade de laudos periciais;
  • palestrante em eventos técnicos da Perícia Oficial.

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Página inserida em 03 de outubro de 2011.

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