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Perito FRANCIONI
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artigo: "Greve na Polícia: fracasso ou manipulação pela imprensa?"


Greve na Polícia: fracasso ou manipulação pela imprensa?

A cidade do Rio de Janeiro está sub-policiada. Isso é muito evidente para qualquer carioca. Não creio que o interior do Estado do Rio de Janeiro viva realidade muito diferente da da capital.

Ontem e hoje, fiz ida e volta entre Centro e Tijuca - além de percorrer várias ruas desses 2 bairros. Nessas 4 viagens pude ver pouca e esparsa presença da Polícia Militar. Ontem, uma única viatura da PM na Rua Conde de Bonfim (nas proximidades da Praça Saenz Peña) e nenhum outro policial. Hoje, vi um PM a pé e outro de moto na esquina da Rua Uruguaiana com Av. Pres. Vargas, 2 viaturas próximas ao QG da Polícia Militar, uma viatura parada na Av. Rio Branco e outra na Av. Pres. Vargas. Para quem não conhece a cidade do Rio de Janeiro, todos os locais mencionados são pontos centrais, pelos quais circula a imensa maioria das pessoas que vai a esses bairros ou que por eles passa em trajeto a outros locais - ou seja, lugares nos quais deveria sempre haver policiamento muito visível. Destaco: nenhuma viatura da Polícia Civil foi vista.

Primeira página do jornal EXTRA de 11-02-2012.Apesar disso, na noite de ontem a jornalista Salete Lemos (CNT Jornal) apresentou como manchete "greve fracassa no Rio" e, hoje, o jornal Extra anuncia que "policiais rejeitam a greve" em sua primeira página. Não sei que policiais teriam dado essa informação ao jornal Extra, nem que motivo poderia inspirá-los a fazer tal coisa. Também ignoro os parâmetros que teriam levado a CNT a concluir tão rapidamente pelo fracasso da greve - já que a sua própria reportagem mostrou que a rotina da Polícia fora modificada e que o povo estava preocupado com sua segurança.

É verdade que nunca vi a Guarda Municipal tão presente. Havia tantos guardas nas ruas do Centro que tive a impressão de haver um estoque de guardas mantidos em algum depósito da Prefeitura, que só os tiraria de lá em ocasiões especiais. Infelizmente (sobretudo para quem pretender ocultar do povo a verdade), a função da Guarda Municipal não é fazer segurança pública, mas proteger o patrimônio público municipal. Não usam armas e, além disso, não estão preparados para o trabalho policial.

Não acredito em jornalistas que sejam extremamente rápidos em suas notícias ou nas conclusões pertinentes. Se não houver precipitação incompatível com um trabalho jornalístico de boa qualidade, restarão duas possibilidades: de disporem de informações privilegiadíssimas e muitíssimo seguras ou, alternativamente, de haver má-fé na divulgação. A Polícia Federal, cuja seriedade e eficácia têm sido demonstradas sucessivas vezes, tem provado que o bom trabalho se realiza meticulosamente, verificando as informações com calma e deixando o encerramento de suas operações para o momento apropriado. Assim também trabalham as melhores empresas jornalísticas do mundo, algumas das quais conseguiram expor grandes escândalos protagonizados por chefes de governo e outras autoridades - como no "caso Water Gate".

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É notório que as autoridades públicas dedicam maior atenção às regiões de maior valorização imobiliária e às que atraem turistas. Ipanema e Leblon são, sempre, bairros muito mais bem policiados do que outros, como a Tijuca e o Grajaú - e estes, mais do que Campo Grande e Santa Cruz, por exemplo. As cidades da periferia, da Baixada Fluminense, podem parecer não existir no planejamento de segurança. Os índices de criminalidade demonstram, objetivamente, que essa sensação tem uma lógica merecedora de atenção - ainda que, talvez (e apenas talvez) não corresponda à mais pura verdade. Talvez por isso, é bem possível que a região litorânea aparente normalidade - assim como havia policiamento para o Cordão da Bola Preta, ontem. Certamente algumas regiões da cidade e do estado ficaram (e ficarão) sem qualquer policial para que outras áreas, onde moram pessoas mais abastadas e onde haja interesse turístico, possam fazer a propaganda que interessa a algumas autoridades. E uma imprensa de qualidade duvidosa estará sempre disposta a exibir esses policiais com destaque, para "provar" que a greve nunca existiu.

Segundo as autoridades públicas, a situação é de plena normalidade. O livre arbítrio faculta a qualquer pessoa acreditar nessa mensagem. Participar do carnaval significa, em geral, empreender deslocamentos pela cidade à noite ou de madrugada e participar de aglomerações de centenas (ou milhares) de pessoas - muitas das quais, no mínimo, consomem grandes quantidades de bebidas alcoólicas (ignoremos a possibilidade de haver consumo de drogas ilícitas ou porte de armas de fogo). Quem acreditar na normalidade haverá de se sentir muito seguro de que qualquer abuso, na aglomeração ou no trajeto, será evitado pelo Poder Público.

Ouso ser cético: como não me faço proteger por batedores ou guarda-costas armados em meus deslocamentos, permanecerei em minha residência.

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Edilson FRANCIONI Coelho - perito criminal
Rio de Janeiro - RJ
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  • perito criminal (Estado do Rio de Janeiro):
    - Balística Forense (armas de fogo, acessórios, munição etc.);
    - locais de crimes;
    - identificação fotográfica;
  • engenheiro eletrônico (UERJ);
  • pós-graduado em Direito (ISMP);
  • autor de artigos jurídicos sobre a nulidade de laudos periciais;
  • palestrante em eventos técnicos da Perícia Oficial.

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Página inserida em 11 de fevereiro de 2012.

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