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Vandalismo oficial: estaria o Brasil ingressando em uma nova ditadura?


Vandalismo oficial: estaria o Brasil ingressando em uma nova ditadura?

Manifestações públicas de descontentamento vêm tomando as ruas das principais cidades brasileiras. Inicialmente, elas foram motivadas por aumentos nos preços de passagens de ônibus - serviços que, para a unanimidade de seus usuários, são muito mal prestados. Depois, várias outras reivindicações as motivaram - justificadamente, também.

Não tardaram a surgir baderneiros, vândalos, a destruir o patrimônio público e o privado no rastro dessas manifestações. Muitos manifestantes legítimos atuaram para tentar impedir a atuação desses criminosos, mas os cidadãos de bem, as pessoas comuns, não têm o poder necessário para impedi-las: esse é um trabalho dos órgãos públicos de segurança.

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Inúmeros jornalistas registraram, em filmes e fotografias, a ação desses vândalos. Inexplicavelmente, as polícias não conseguiram prendê-los todos - nem mesmo uma quantidade razoável deles. Seria esse fato realmente inexplicável?

O vandalismo a reboque de manifestações de cidadania legítimas não interessa aos manifestantes. Muitas pessoas receiam ser feridas em tais manifestações, seja pelos baderneiros, seja por policiais inteiramente despreparados para exercer a função pública na qual estão investidos - a exemplo de fato recente no qual um policial militar do Rio de Janeiro, enfurecido, atacou jornalistas com gás de pimenta. Além disso, o vandalismo tira a força dos protestos legítimos: ninguém quer que uma passeata ocorra perto de sua residência, sabendo que uma grande destruição poderá ocorrer. A baderna reduz em tamanho e retira apoio popular dos protestos de cidadãos indignados.

O vandalismo, porém, interessa - e muito - a vários de nossos políticos. Seja no Poder Executivo, seja no Poder Legislativo, as atuações desses representantes do povo costumam ser insatisfatórias. Em todas as unidades da federação e no âmbito federal, em quase todos os partidos políticos, suas ações são reprováveis. A corrupção grassa a tal ponto que vários políticos já declararam à imprensa que "não são santos". Nem mesmo a inaceitável tese segundo a qual um político bom seria o que "rouba mas faz" tem valido: crimes como corrupção passiva, peculato e desvio de verbas ocorrem com freqüência muito maior do que a que seria aceitável em qualquer outro país, mas os serviços públicos não são prestados ou o são em patamares largamente insuficientes.

Nesse quadro, em que o crime atende a interesses escusos de políticos ávidos por evitar protestos populares, não surpreende a ineficácia contumaz dos órgãos de segurança. Órgãos policiais que se infiltram em favelas, filmam secretamente as atuações de narcotraficantes e prendem quadrilhas inteiras de homens armados com fuzis e granadas não conseguem prender mascarados armados com pedras e coquetéis molotov. Fossem as investigações eficientes e eficazes, não causaria surpresa descobrir que os vândalos que se infiltram em passeatas são pessoas ligadas a políticos e a seus partidos. Tampouco seria estranhável que, entre essas pessoas, estivessem policiais que atuam na segurança de palácios governamentais ou que, atuando em órgãos de "inteligência", obedecem a ordens ilegais de seus superiores hierárquicos - todos contentes pelo recebimento de qualquer possível benesse e temerosos pelas possíveis conseqüências de recusar tarefas ilícitas.

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Só agora "descobriu-se" que a atuação de pessoas mascaradas é ilícita. Não apenas o mascaramento de vândalos, mas também o de manifestantes legítimos contraria a Constituição de 1988 - que assegura o direito à livre manifestação, mas veda o anonimato. Contrariando essa noção, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro "caçou" um manifestante que, sem usar qualquer máscara, ousou pretestar. Enquanto policiais aplicavam-lhe choques elétricos, nada faziam contra um homem que, à paisana, o agredia e tentava impedir que fotógrafos registrassem o que ocorria - por quê? Ao final, as "provas" apresentadas eram inconsistentes: até mesmo um dos policiais militares negou as acusações feitas ao manifestante e, rapidamente, a Justiça o absolveu.

Durante a ditadura que assolou o Brasil a partir do golpe militar de 1964, era sabido que policiais se infiltravam em manifestações para promover a desordem. Aparentemente, a história se repete - ou não?

Nossos governantes precisam, e com urgência, fazer com que suas polícias atuem eficazmente contra esses vândalos. De outro modo, a noção de que eles próprios são os mandantes desses crimes será, cada vez mais, uma certeza indiscutível.


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Edilson FRANCIONI Coelho - perito criminal
Rio de Janeiro - RJ
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  • perito criminal (Estado do Rio de Janeiro):
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    - locais de crimes;
    - identificação fotográfica;
  • engenheiro eletrônico (UERJ);
  • pós-graduado em Direito (ISMP);
  • autor de artigos jurídicos sobre a nulidade de laudos periciais;
  • palestrante em eventos técnicos da Perícia Oficial.

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Página inserida em 09 de setembro de 2013.

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