Sim, o crime perfeito existe, mas poucos o conhecem. O bom perito deve pensar como um criminoso - para investigar crimes.Sim, o crime perfeito existe, mas poucos o conhecem. O bom perito deve pensar como um criminoso - para investigar crimes.
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Perito FRANCIONI
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Ser perito é... saber cometer o crime perfeito.


Ser perito é... saber cometer o crime perfeito.

Quando um perito é "descoberto" (em uma reunião de família, por exemplo), são quase inevitáveis as perguntas sobre seriados de TV e todos os "milagres" exibidos – alguns dos quais só são mesmo possíveis na TV. Outros nos obrigam a dizer que a possibilidade técnica é real, mas no Brasil... os recursos para tal inexistem.

Quando estive lotado no SPAF (Serviço de Perícias de Armas de Fogo), havia outra pergunta muito freqüente: "É verdade que fazendo isso (ou aquilo) não há como saber quem atirou?" Invariavelmente, as pessoas que perguntavam não conheciam nada sobre armas, munições e Balística Forense. Invariavelmente, as pessoas pareciam ter algum "interesse especial" naquela informação. E, também invariavelmente, essas pessoas ficavam frustradas com a minha resposta: "Infelizmente, não posso falar sobre certos assuntos, porque são segredos profissionais." Alguns desses curiosos eram mais persistentes e contra-atacavam com uma pergunta maliciosa, acompanhada de um olhar fixo que, nitidamente, visava a descobrir algo na minha expressão fisionômica que lhes revelasse a informação pretendida. "Então é verdade, não é? Se você não pode falar nisso é porque é verdade..." E a decepção era facilmente perceptível quando eu lhes respondia, só modificando o meu rosto para lançar-lhes um sorriso sarcástico: "Não, o que é verdade é que para lhe explicar isso eu teria que falar sobre segredos profissionais. Por isso, não posso lhe responder nada – nem que sim, nem que não."

Não sou um especialista em armas, reconheço. Conheci (e conheço) peritos de Balística Forense que conhecem muito mais sobre armas do que eu. Mas um perito criminal não precisa ser um desses especialistas. Como perito, meu trabalho não é conhecer cada equipamento bélico, e seus vários tipos e modelos, e todas as características de cada um, e os nomes de cada peça e todos os outros detalhes assemelhados. Minha tarefa é saber como um armamento pode ser usado e como um criminoso inteligente poderia fazer para tentar ludibriar o "sistema" – a Perícia Oficial. Esse é o real objetivo da Balística Forense e sinto-me orgulhoso de ter conseguido descobrir o modus operandi de alguns deles.

Embora tenha deixado o setor de Balística Forense há alguns anos, a Balística nunca me deixou. Continuei a trabalhar com armas e, mesmo em horas livres, não raro pegava-me pensando em crimes praticados (ou praticáveis) com elas.

Sim, o "crime perfeito" existe – cabendo, porém, definir essa expressão. O "crime perfeito" não existe em termos absolutos, mas em termos relativos. Não existe um crime totalmente isento de vestígios. Existe, porém, o crime cujos vestígios o "sistema Polícia - Perícia" não é capaz de investigar. Isso pode ocorrer por vários motivos: por falta de equipamentos, por falta de tempo para um estudo detalhado do crime (a sobrecarga de trabalho de muitos peritos é enorme) e, também, por má vontade. Que não se duvide: há "peritos" que não fazem um bom trabalho – e, estranhamente (para mim, pelo menos), até orgulham-se da baixa qualidade do que produzem.

um especialista em Balística Forense pode analisar os laudos da Perícia e descobrir falhas ou destacar aspectos positivos não percebidos: tenha um assistente técnico como o perito Francioni

Conheci um perito de Balística que, à época, já poderia estar aposentado por tempo de serviço havia muito tempo, mas continuava em atividade (ou nem tanto). Na verdade, dizia-se que ele teria problemas de relacionamento com a esposa e só "trabalharia" para evitar o convívio familiar. Fazia laudos precários e certa vez, deu-se ao trabalho de ir até o meu setor para, a pretexto de conversar com um colega, dizer em alta voz: "Eu não invento. O que é isso? É um revólver? Eu digo que é um revólver. Se o delegado quiser saber o raiamento, ele que me pergunte. Eu informo pouco para ser menos provável que o juiz me chame para responder a qualquer coisa." Para mim, estava claro que eu era o "inventor" a quem ele se referia – o que, partindo de quem partia, soava-me como um alto elogio. Curiosamente, era freqüente ouvir aquele perito queixar-se de que tivera um sobrinho assassinado e policiais não teriam investigado o crime como deveriam. Em tais ocasiões, era-me inevitável pensar: se aquela investigação policial tivesse dependido de um laudo dele próprio...

Deixando de lado o "perito imperfeito" para retornar ao "crime perfeito", já se disse que não existe crime perfeito, mas apenas crime mal investigado. Na verdade, é possível praticar um crime que não seja investigável; quem conhecer bem os métodos e recursos de investigação policial e de exame pericial saberá do que estou falando, aplicado às suas próprias circunstâncias. Eventualmente, a prática do "crime perfeito" pode não ser possível: uma falsificação de assinatura dependeria de um equipamento impassível de reprodução: o corpo humano. No entanto, em crimes de qualquer natureza sempre será possível evitar erros grosseiros (como os que alguns criminosos cometem).

Sim, é possível cometer um crime com uma arma de fogo sem deixar vestígios que levem ao criminoso – e, destaque-se, sem adulterar a arma usada (ou não haveria qualquer "perfeição" em tal crime). Poucos saberiam como, e tais segredos eu não poderia revelar nem a outros peritos, mas isso é possível. Além dos crimes praticados com violência, muitas outras modalidades delituosas poderiam ser praticadas impunemente por criminosos inteligentes e bem informados. E, aliás, é importante dizer: infelizmente, o próprio "sistema" facilita a boa informação de criminosos.

Freqüentando o Curso de Formação de Peritos, ministrado as dependências da ACADEPOL (Academia de Polícia Sylvio Terra), travei contato com um colega de turma, engenheiro mecânico, que desenhava com excelente traço (impressionava a todos os colegas), demonstrava ser inteligente e bom conhecedor de armas. Somente ao fim do curso soube-se que ele fora reprovado pela investigação social: segundo comentou-se, estaria envolvido com o tráfico de armas. Freqüentou todo o curso conosco, travou contato com informações privilegiadas, e... a investigação social só foi feita posteriormente. Por que? Para que?

o perito Francioni atua como assistente técnico para processos criminais sobre acidentes de trânsito e homicídios e na identificação de falsa perícia


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Edilson FRANCIONI Coelho - perito criminal
Rio de Janeiro - RJ
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  • perito criminal (Estado do Rio de Janeiro):
    - Balística Forense (armas de fogo, acessórios, munição etc.);
    - locais de crimes;
    - identificação fotográfica;
  • engenheiro eletrônico (UERJ);
  • pós-graduado em Direito (ISMP);
  • autor de artigos jurídicos sobre a nulidade de laudos periciais;
  • palestrante em eventos técnicos da Perícia Oficial.

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Página inserida em 23 de dezembro de 2013.

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